O SIGBM da ANM↗ registra 455 barragens de mineração em Minas Gerais. Deste total cadastrado, 38 estruturas operam sob nível oficial de emergência declarado. Três reservatórios permanecem classificados no nível 3 de risco com perigo de rompimento. Os relatórios semanais de fiscalização são publicados pela Agência Nacional de Mineração↗.
A barragem Forquilha III da mineradora Vale↗, em Ouro Preto, segue sob monitoramento ininterrupto. O Ministério Público acompanha as obras de descaracterização de represas construídas a montante. Paralelamente, o portal fiscaliza a execução do Acordo Judicial de Reparação↗ de Brumadinho. O acordo destina R$ 37,68 bilhões para obras socioeconômicas e restauração ecológica regional.
O cidadão pode verificar as coordenadas geográficas de cada barragem no Painel de Barragens. O mapa visualiza as manchas de inundação e a proximidade de comunidades rurais.
O cadastro do SIGBM↗ lista 455 barragens de mineração em Minas Gerais, das quais 38 operam em nível oficial de emergência e 3 estão no grau 3, com perigo de rompimento. O Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho↗ destina R$ 37,68 bilhões a obras socioeconômicas e ambientais na região, e a ANM↗ publica os relatórios de fiscalização (ANM, 2026). Os números do cadastro mudam a cada atualização e devem ser conferidos na data da leitura.
Em Minas, a lama desce o morro desde a época do ouro: primeiro era terra cavada, depois virou rejeito industrial acumulado sobre a cidade. Ouro Preto, onde fica a Forquilha III, é cidade que nasceu da própria mina. Mora sob uma barragem quem não escolheu o local e raramente é ouvido antes do risco. O grau 3 em três estruturas é o passado continuando de pé sobre as comunidades rurais. Cobrar a descaracterização das represas a montante é cobrar que esse século de risco encontre um fim, com água limpa e gente segura no lugar que a lama ocupou.