O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)↗ avança no desenvolvimento do satélite ambiental CBERS-6. A missão internacional é desenvolvida em parceria com a agência espacial da China. O investimento conjunto está orçado em US$ 51 milhões para lançamento em órbita baixa. Os relatórios oficiais do programa constam no Portal do INPE↗.
O satélite utilizará um sensor de radar de abertura sintética denominado SAR. Esta tecnologia emite pulsos capazes de atravessar coberturas de nuvens e névoas intensas. As imagens permitirão ao Ibama↗ detectar desmatamentos ilegais e queimadas durante a noite. Os dados captados serão compartilhados gratuitamente com universidades públicas e institutos federais.
A soberania de monitoramento ambiental fortalece a preservação dos biomas da Amazônia e Cerrado. O leitor pode conferir os alertas e cruzamentos no Observatório Ambiental (ONSA).
O CBERS-6↗, desenvolvido pelo Inpe↗ com a agência espacial da China, tem investimento previsto de US$ 51 milhões e um sensor de radar capaz de ver desmatamento e queimadas à noite e sob nuvens. As imagens vão alimentar a fiscalização do Ibama↗ e serão liberadas sem custo para universidades e institutos federais (Inpe, 2026). O valor é previsão orçamentária da missão e o lançamento ainda depende das etapas de integração e testes.
A floresta passou séculos sem olhos próprios. Por muito tempo, quem fotografava a Amazônia do alto era equipamento de potência estrangeira, e a imagem voltava como notícia, não como ferramenta do povo da terra. O programa CBERS nasceu no fim dos anos 1980, em um tempo em que o país tratava tecnologia própria como assunto de soberania. Radar que enxerga à noite é riqueza que fica: um instrumento público vigiando uma terra que sempre foi mais escoada do que observada. Cobrar que o dado chegue à universidade e à comunidade do interior é cobrar a parte mais rara dessa história.