O portal Controle Popular ampliou a fiscalização cívica para os parlamentos estaduais brasileiros.
Cento e setenta e um deputados de Minas Gerais e São Paulo são acompanhados.
A plataforma organiza salários, cotas de gabinete, projetos de lei e assiduidade plenária.
O subsídio básico dos parlamentares estaduais está fixado em trinta e quatro mil reais.
Verbas indenizatórias cobrem combustíveis, divulgação de mandato e aluguel de escritórios regionais.
O ranking cívico cruza presenças em comissões temáticas com relatórios legislativos produzidos.
A ferramenta permite ao eleitor comparar a produtividade de cada representante eleito.
Todas as informações derivam dos portais oficiais de transparência das respectivas assembleias.
O cidadão pode exportar planilhas completas e acompanhar votações de interesse coletivo.
Segundo a ALESP↗, os gastos mensais de cada deputado estadual paulista são publicados por categoria, como combustível, material de escritório e assinaturas. Em Minas, a ALMG↗ divulga prestação de contas, licitações e contratos da Casa. O subsídio mensal fixado em lei para os 171 titulares acompanhados é de R$ 34.774,64, e a verba de gabinete soma R$ 35.000 por mês (ALESP, 2026; ALMG, 2026). O dado de assiduidade média, de 92,4%, cobre apenas os dois estados monitorados nesta frente.
As assembleias nasceram das câmaras da Colônia, onde a palavra decidida em Lisboa chegava atrasada e filtrada. Hoje o dinheiro que passa por esses plenários vem de impostos cobrados no bairro, no mercado e no transporte. Quando o gasto do gabinete não aparece com nome e valor, fica mais difícil perguntar por que a estrada da zona rural não foi feita. Ver a planilha é o primeiro passo do controle que o povo exerce sobre quem o representa.