O portal integrou indicadores macroeconômicos oficiais da API do Banco Central do Brasil.
As séries temporais mostram a trajetória da taxa de juros Selic e inflação.
Juros básicos elevados encarecem o refinanciamento da dívida de estados como Minas Gerais.
O pagamento de juros da dívida pública consome recursos destinados a hospitais e creches.
A inflação medida pelo IPCA reajusta contratos continuados de merenda e limpeza predial.
Prefeituras municipais enfrentam perda real de poder de compra nas compras de insumos.
Os dados abertos do Banco Central permitem projetar cenários fiscais para os municípios.
A transparência macroeconômica conecta a taxa Selic à realidade do serviço público local.
Cidadãos podem conferir as séries históricas completas na seção de economia do portal.
As séries temporais do Banco Central↗ mostram Selic média de 10,50% ao ano e IPCA acumulado de 4,24% em doze meses. No mesmo período, a dívida líquida do setor público alcança 61,8% do PIB, segundo dados consolidados do Tesouro Nacional↗ no Siconfi (Banco Central do Brasil, 2026; Tesouro Nacional, 2026). Os valores se referem ao último fechamento disponível nas séries e podem ser revistos pelas próprias fontes.
A dívida dos estados tem raízes em escolhas antigas. Na ditadura, os governos estaduais tomaram empréstimos em dólar para construir obras faraônicas. Quando o câmbio explodiu nos anos 1980, a conta desceu para o contribuinte. A União assumiu parte dos papéis em troca de regras duras, e desde então uma fatia do orçamento de cada estado vai para o credor antes de chegar à escola. Entender essa história ajuda a ler a taxa de juros como o que ela é: um imposto silencioso sobre o serviço público local.