Os municípios de Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha, lideram a mineração de lítio. As jazidas representam 85% das reservas economicamente viáveis conhecidas no Brasil. O mineral é matéria-prima fundamental para fabricação de baterias de veículos elétricos e eletrônicos. Os registros de concessão de lavra foram validados na Agência Nacional de Mineração (ANM)↗.
Em Goiás, o município de Minaçu recebeu R$ 1,5 bilhão em terras raras. A mineradora Serra Verde↗ opera o projeto com apoio financeiro de fundos dos Estados Unidos. O Ministério de Minas e Energia↗ determinou exigências rígidas de refino e processamento químico local. A norma veda a exportação exclusiva de minério bruto sem agregação de valor.
O observatório socioambiental fiscaliza o cumprimento das normas de sustentabilidade e proteção dos recursos hídricos. Acompanhe os indicadores das cidades produtoras na área de Função Social da Terra.
As jazidas de Araçuaí e Itinga concentram cerca de 85% das reservas de lítio economicamente viáveis do Brasil, conforme registros da ANM↗. Em Minaçu, Goiás, o projeto de terras raras da Serra Verde↗ movimenta R$ 1,5 bilhão com participação de fundos norte-americanos (ANM, 2026; Serra Verde, 2026). A política federal exige refino e processamento químico local antes da exportação. O percentual de 85% se refere às reservas medidas até hoje e não ao potencial geológico total.
Araçuaí e Itinga vivem no semiárido, onde o rio que dá nome ao vale secou nas cabeceiras depois de dois séculos de derrubada. A região abrigou o primeiro ciclo do diamante do país e viu a riqueza partir em sacos que nunca voltaram. Hoje o lítio promete emprego, mas a mina consome água justamente onde a água é mais escassa. A regra do refino nacional é uma tentativa de repetir menos a história do ouro e mais a da Petrobras: deixar capacidade instalada, não só cratera. Vale vigiar se a promessa chega à cidade ou fica na planilha.