A pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP)↗ registrou forte variação regional. O preço médio do litro da gasolina comum alcançou R$ 7,12 em Rio Branco. Em Porto Velho, os postos de combustíveis cobraram média de R$ 6,89 por litro. A distância das refinarias eleva o frete de distribuição para os estados da Região Norte.
Em contrapartida, os postos da cidade de São Paulo↗ registraram a menor média nacional. O consumidor paulistano pagou em média R$ 5,45 por litro de gasolina comum. Em Belo Horizonte↗, o combustível registrou valor médio de R$ 5,59 por litro. A diferença de preços entre capitais atinge R$ 1,67 por litro comercializado.
A disparidade penaliza os orçamentos de famílias e trabalhadores de cidades periféricas e isoladas. O portal cruza esses indicadores municipais no Painel de Municípios. O cidadão pode comparar os custos de vida entre as capitais e municípios estratégicos.
Na série histórica da ANP↗, a gasolina comum custa em média R$ 7,12 o litro em Rio Branco e R$ 6,89 em Porto Velho, contra R$ 5,45 na cidade de São Paulo e R$ 5,59 em Belo Horizonte, com diferença média de R$ 1,67 entre as capitais monitoradas (ANP, 2026). São médias oficiais da pesquisa da agência, e o preço varia semana a semana e de posto para posto.
No Norte, quase tudo custa mais: remédio, gás, o litro do tanque. Isso não é acaso, é rota. A malha de transporte do país se desenhou de dentro para fora, para levar ao porto o que rende lucro, e o caminho de volta nunca recebeu o mesmo cuidado. Assim foi com a borracha de Manaus, cuja riqueza do século XIX partiu de balsa e vapor enquanto a cidade ficava longe de tudo o que produzia. O imposto fixo nivelou parte da conta, mas a distância cobra direto no bolso de quem usa ônibus e motocicleta. Enquanto o litro custar mais para quem ganha menos, o combustível segue medindo a desigualdade que o mapa já indicava.