A Agência Nacional do Petróleo pesquisa preços de combustíveis semanalmente em todo país.
O levantamento oficial abrange as vinte e sete capitais e duzentos municípios polos.
A gasolina comum registra variação superior a trinta por cento entre diferentes estados.
Cidades próximas a refinarias e portos apresentam os menores custos de distribuição comercial.
Capitais do Norte sofrem com frete fluvial elevado e menor concorrência de postos.
O ICMS uniforme sobre combustíveis reduziu a discrepância tributária entre os estados brasileiros.
Mesmo com imposto fixo, margens de lucro dos postos variam por bairro atendido.
O etanol hidratado mantém vantagem econômica competitiva principalmente no estado de São Paulo.
Consumidores podem acompanhar a pesquisa oficial para economizar no abastecimento de seus veículos.
A pesquisa semanal de preços da ANP↗ cobre 227 municípios, entre as 27 capitais e cidades polos, e registra diferença de mais de 30% no preço médio da gasolina comum: de R$ 5,38 a R$ 7,12 por litro (ANP, 2026). A composição do preço pode ser acompanhada nas tabelas públicas da Petrobras↗, que vende às distribuidoras e responde por cerca de um terço do preço final na bomba. Os extremos citados correspondem ao recorte das capitais monitoradas nesta frente.
O preço do combustível desenha o mapa da desigualdade brasileira. Quem mora perto do porto e da refinaria paga menos. Quem mora no interior do Norte paga frete de balsa, de caminhão e de quem vem depois. No século XIX, o rubber boom levou borracha de Manaus para o mundo, e a distância que servia à exportação nunca serviu ao morador. Hoje a distância cobra de novo, agora no litro. Imposto fixo ajudou a nivelar, mas o caminho até a bomba continua pesando mais para quem já tem menos.