O subsolo brasileiro concentra minerais essenciais para baterias de veículos elétricos e turbinas.
O Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais abriga as maiores reservas nacionais de lítio.
Em Goiás, o projeto Serra Verde processa terras raras pesadas para fabricação de ímãs.
Governos dos Estados Unidos e da União Europeia assinam memorandos de cooperação com o Brasil.
A nova política federal proíbe a exportação exclusiva de minério bruto sem refino nacional.
A legislação ambiental veta expressamente a construção de novas barragens de rejeitos a montante.
As mineradoras devem utilizar empilhamento a seco e recuperar bacias hidrográficas das regiões mineradas.
Comunidades locais exigem royalties justos e garantia de preservação dos mananciais de água potável.
O Controle Popular acompanha o licenciamento ambiental e o cumprimento das contrapartidas sociais firmadas.
A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos↗, do Ministério de Minas e Energia, prevê investimentos de R$ 10 bilhões e 400 milhões e cerca de 7.500 vagas industriais ligadas ao lítio e às terras raras. A ANM↗ é o órgão que autoriza e fiscaliza as concessões de lavra (MME, 2026; ANM, 2026). A regra nova veda barragens de rejeitos a montante, o modelo que rompeu em Brumadinho. Os valores são projeções do plano federal e dependem de projetos efetivamente licenciados.
O Vale do Jequitinhonha é uma das regiões mais pobres de Minas e carrega a fama injusta de terra sem água. Essa fama nasceu de um ciclo de devastação da mata que começou no ouro colonial e seguiu na madeira. Agora o mesmo subsolo que empobreceu aparece como promessa de futuro. O lítio é cobrado em dólar e a decisão de explorar raramente passa pela cidade vizinha. Já aconteceu com o ouro, com a madeira e com o carvão: a riqueza sai e a terra fica. Por isso o leitor deve exigir licença, refino local e conta clara dos royalties.