A administração pública federal mantém contratos bilionários com grandes corporações internacionais de tecnologia. A empresa Microsoft↗ acumula R$ 2,1 bilhões em contratos federais ativos no país. Os recursos financiam licenças do Azure e programas corporativos para ministérios e tribunais. Os dados completos constam no Portal de Compras do Governo Federal↗.
A multinacional americana Oracle↗ administra bancos de dados de autarquias sociais estratégicas. Os contratos públicos somam R$ 850 milhões no Dataprev↗ e no SERPRO↗. Estes servidores processam os pagamentos da previdência social e dados da Receita Federal. O faturamento global de cada empresa foi verificado na SEC Edgar↗.
No setor de transportes, o governo de São Paulo contratou a fabricante Alstom↗. A empresa francesa fornece novas composições para as linhas do Metrô paulista. Por sua vez, a fabricante chinesa CRRC↗ atende redes ferroviárias no Rio de Janeiro. A auditoria completa está disponível no Painel de Fornecedores Multinacionais.
Contratos federais ativos com multinacionais de tecnologia somam R$ 98,3 bilhões, segundo o Portal de Compras do Governo Federal↗. Só a Microsoft acumula R$ 2,1 bilhões e a Oracle R$ 850 milhões em órgãos como Dataprev e SERPRO (Compras.gov.br, 2026). O faturamento global de cada grupo pode ser conferido nas declarações oficiais à SEC↗, órgão de valores mobiliários dos Estados Unidos. O valor de R$ 98,3 bilhões reúne contratos de várias vigências e não é gasto anual.
O país que domina o software de um governo domina também o seu arquivo. Os servidores que guardam a aposentadoria e o imposto de renda rodam em licenças pagas em dólar a empresas de outro hemisfério. Isso vem de uma escolha antiga: na abertura de mercado dos anos 1990, a indústria de informática nacional foi desmontada antes de crescer. Cada renovação de licença é um pedaço da renda pública que atravessa a fronteira. Tecnologia própria não é vaidade, é autonomia sobre a memória do Estado.