A DPMG recebeu R$ 1,104 bilhão na LOA 2025. DPMG é a Defensoria Pública de Minas Gerais. A LOA é a Lei Orçamentária Anual. Para 2026, a previsão é de R$ 1,211 bilhão. A Constituição garante defesa gratuita a quem não pode pagar advogado. O valor avançou, mas expõe disparidade com as outras carreiras jurídicas.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais dispõe de R$ 14,96 bilhões. É um volume 13,5 vezes maior que o da Defensoria. O Ministério Público estadual tem R$ 4,09 bilhões. É 3,7 vezes mais. Para cada R$ 1,00 da Defensoria, Judiciário e Ministério Público absorvem R$ 17,20.
A restrição aparece no território. Minas tem 298 comarcas. A Defensoria atende presencialmente 120 delas. São 40,3% do total. Outras 176 comarcas não têm defensor público residente. São 59,1% dos polos judiciais. Exatamente 6.090.773 mineiros vivem sem defensor público presencial.
O quadro atual tem cerca de 672 defensores públicos na ativa. A ADEP-MG, a Associação das Defensoras e Defensores Públicos de Minas Gerais, calcula a necessidade. Seriam precisos mais de 1.200 profissionais. O déficit beira 500 profissionais.
A expansão histórica é lenta. Em 2013, o Censo registrava 105 comarcas atendidas. Em 2025, são 120. Foram 15 comarcas novas em 12 anos. A média é de 1,25 comarca por ano. Nesse ritmo, universalizar levaria mais de 140 anos.