O sinal de internet móvel de alta velocidade ainda não alcança toda população.
Dados da Anatel mostram avanço acelerado do sinal 5G nas vinte e sete capitais.
As operadoras instalaram mais de vinte e oito mil antenas modernas pelo país.
A infraestrutura de quinta geração concentra-se em bairros nobres e centros comerciais urbanos.
Periferias e cidades pequenas dependem de tecnologias 4G saturadas e conexões lentas de dados.
Menos da metade da malha de rodovias federais conta com cobertura celular contínua.
A falta de sinal rodoviário prejudica o socorro médico urgente e transporte de cargas.
O leilão do 5G impôs metas obrigatórias de conectividade para escolas públicas periféricas.
O Controle Popular monitora o cumprimento do cronograma de instalação das antenas reguladas.
Dados abertos da Anatel↗ registram cerca de 28.500 estações de rádio base com tecnologia 5G, presentes nas 27 capitais. Ainda assim, 14,3% dos domicílios do país não têm sinal 4G, e apenas 48,2% das rodovias federais contam com cobertura contínua (Anatel, 2026). O painel oficial do Ministério das Comunicações acompanha as metas do programa Conecta Brasil↗. Os percentuais de cobertura vêm da base de ERBs da agência e podem variar conforme o recorte do município.
A distância entre quem tem sinal rápido e quem não tem nada repete um mapa antigo. No Brasil, a ferrovia e depois a estrada chegaram para escoar o café e o minério, não para servir a cidade que cresceu ao lado. O fio e a antena seguiram o mesmo caminho: primeiro o centro que consome, depois, se sobrar, a periferia. Quem mora longe do centro fica sem escola conectada, sem telemedicina e sem pedir socorro na estrada. Conectar o fim da linha é reparar uma fila que começou há séculos.